Convulsão febril — o que fazer e quando ir ao pronto-socorro
25 de agosto de 2026 · Revisado em 26 de agosto de 2026 · Dra. Camilla Santos Caiado · CRM-GO 17.629 · RQE 14527
Seu filho teve uma convulsão febril? Saiba o que fazer, como agir com segurança e quando procurar o pronto-socorro. Um guia educativo e acolhedor para pais que enfrentam essa situação.
Convulsão Febril: O Que Fazer e Quando Ir ao Pronto-Socorro
A convulsão febril é um evento que assusta muitos pais. Ver seu filho convulsionando durante uma febre é uma experiência angustiante, e é natural sentir pânico. Mas há informações importantes que podem ajudar você a lidar melhor com essa situação e saber como agir.
O Que é Convulsão Febril?
A convulsão febril é um tipo de crise que ocorre quando a temperatura corporal da criança sobe rapidamente, geralmente acima de 38,5°C. Não é uma doença em si, mas uma reação neurológica do corpo durante o processo febril. Ela é mais comum em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade.
Importante: a convulsão febril não causa dano cerebral permanente. Essa é uma preocupação muito comum entre pais, mas estudos demonstram que esse tipo de crise, quando bem manejada, não deixa sequelas neurológicas.
Tipos de Convulsão Febril
Existem dois tipos principais:
Convulsão febril simples:
- Dura menos de 15 minutos (geralmente 1 a 3 minutos)
- Acontece uma única vez durante o episódio febril
- Afeta todo o corpo
- A criança pode ficar um pouco sonolenta após, mas volta ao normal
Convulsão febril complexa:
- Dura mais de 15 minutos
- Pode ocorrer mais de uma vez no mesmo dia
- Afeta apenas uma parte do corpo
- Requer avaliação profissional mais cuidadosa
O Que Fazer Durante uma Convulsão Febril
Se seu filho está tendo uma convulsão neste momento, sua segurança é a prioridade:
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Mantenha a calma — essa é a primeira e mais importante ação. Sua serenidade ajuda seu filho.
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Proteja a criança de lesões — afaste objetos duros ou pontiagudos. Se possível, coloque algo macio sob a cabeça.
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Deite a criança de lado — isso facilita a respiração e reduz o risco de aspiração.
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Não coloque nada na boca — essa é uma crença muito comum, mas não fazer nada dentro da boca é o correto.
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Não segure ou restrinja os movimentos — deixe a crise acontecer sem tentar imobilizar a criança.
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Cronometre o tempo — observe por quanto tempo a convulsão dura. Essa informação é importante para o médico.
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Permaneça com seu filho — fique perto, observe e, se possível, comece a esfriar levemente (remova roupas extras, use compressas mornões — não geladas).
Quando Ir ao Pronto-Socorro
Procure atendimento imediatamente se:
- A convulsão durar mais de 5 minutos
- Ocorrerem múltiplas convulsões em curto espaço de tempo
- A convulsão afetar apenas um lado do corpo
- A criança tiver dificuldade para respirar após a convulsão
- Essa é a primeira convulsão febril da criança
- Você notar comportamento muito alterado após a crise
- A criança tiver menos de 6 meses ou mais de 5 anos
- Houver sinais de infecção grave (rigidez de nuca, irritabilidade extrema)
Convulsão febril simples (menos de 15 minutos, primeira ocorrência): Mesmo assim, é recomendado procurar avaliação profissional para confirmar que se trata de uma convulsão febril simples e descartar outras causas. Seu pediatra ou neuropediatra poderá orientar melhor.
Enquanto Espera pelo Atendimento
- Mantenha a temperatura corporal sob controle com roupas leves
- Ofereça líquidos mornos quando a criança estiver acordada e alerta
- Continue observando a criança atentamente
- Anote informações sobre a crise: duração, características, comportamento antes e depois
Após a Crise: O Que Esperar
Após uma convulsão febril, é comum a criança ficar:
- Sonolenta ou adormecida por alguns minutos a algumas horas
- Um pouco confusa ou desorientada
- Irritada ou chorosa
Isso é normal. A maioria das crianças volta ao estado de vigília progressivamente.
Prevenção e Acompanhamento
Embora não seja possível prevenir completamente uma convulsão febril, algumas medidas podem ajudar:
- Controlar a febre com medicações apropriadas, conforme orientação profissional
- Manter a criança hidratada
- Usar roupas leves em caso de febre
Se seu filho teve convulsão febril, uma avaliação com neuropediatra é importante para:
- Confirmar o diagnóstico
- Descartar outras causas
- Orientar quanto ao acompanhamento
- Discutir possíveis medidas preventivas no futuro
Mensagem Final
Convulsão febril é um evento assustador, mas manejável. Conhecer o que fazer e quando procurar ajuda reduz a ansiedade e permite que você aja com mais segurança. Cada criança é única, e seu médico poderá oferecer orientações específicas para seu filho.
Se você tem dúvidas persistentes sobre febre ou crises em seu filho, procure avaliação profissional. Estou aqui para ajudar a cuidar da saúde do seu pequeno.
Dra. Camilla Santos Caiado
Neuropediatra (CRM-GO 17.629 · RQE 14527)
Neuropediatra · CRM-GO 17.629 · RQE 14527
Sobre este assunto no consultório
Escrito e revisado por
Dra. Camilla Santos Caiado
Médica neuropediatra em Goiânia · GO — CRM-GO 17.629 · RQE 14527
Residência em Pediatria e pós-graduação em Neuropsiquiatria da Infância e Adolescência no Hospital das Clínicas da UFG; residência em Neurologia Infantil na UNIFESP.
Última revisão: 26 de agosto de 2026
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